VICIADO EM PORNOGRAFIA

Me chamo Nícolas, e sou mameluco: descendente de índio (parte de mãe) e branco (parte de pai). Além disso, sou web designer e viciado em pornografia.

 

Dia após dia, noite após noite, vejo dezenas de filmes pornôs na TV a cabo. Assisto todos os canais de sacanagem: Sexy Hot, Playboy, For Man, Venus, Private e Sextreme.

 

No armário do banheiro guardo zelosamente os gibis e as revistas sobre o assunto.

 

Tenho sérios problemas em manter uma namorada, já que acabo sempre por perdê-las. Meu vício normalmente se sobressai aos relacionamentos. Sabe como é, só alcanço a ereção quando assisto algum filminho pesado antes de transar.

 

Certa vez frequentei uma psicóloga para tratar do meu problema. No fim, fiquei tão tarado por ela, que meus sonhos eróticos eram sempre pensando em nós dois cometendo as mais loucas fantasias sexuais. Antes que cometesse algum ato físico e insano com a psicóloga, deixei o tratamento de lado e voltei para minha “pornômalia”.

 

No passado, namorei uma atriz pornô. Assistíamos centenas de filmes juntos e os meus preferidos eram os que ela atuava. Com o tempo começamos a gravar nossas próprias performances sexuais.

 

Olha, vou te dizer, nunca atuei em nenhum filme profissional, mas com certeza não fico muito atrás do Rocco Tano nem do Ron Jeremy.

 

Permanecemos cinco meses juntos e nosso acervo de vídeos amadores foi bem extenso. Infelizmente a atriz me trocou por um torneiro mecânico, acarretando em mim, um período de depressão.

 

Chorei muito pelas esquinas da vida, me entreguei a bebida e minha masturbação não tinha mais a mesma intensidade. Entretanto, há males que vêm para o bem. Comecei a frequentar clubes de strip-tease e saí da deprê quando em uma noite — nunca me esquecerei da data: quarta-feira, 31 de janeiro de 2016 — conheci Palomina, um travesti espanhol que também era tarado por pornografia.

 

Sabe aquelas pessoas que topam tudo? Pois bem, assim é Palomina.

 

Comecei outro acervo de filmes caseiros, porém mais trash, por assim dizer. Agora participo de hard swing, sadomasoquismo, gang bang e até realizo fantasias nauseantes e abjetas (vou me dar o direito de resguardar os detalhes para não expor minha intimidade além da conta).

 

Recentemente eu e Palomina brigamos. Hoje completaríamos dois anos do mais puro amor libertino. Acho que daqui a pouco faremos as pazes. Tenho fé que sim.

 

Enquanto isso não acontece, comemoro esta data especial assistindo aos nossos filmes na companhia do gel masturbador Mãos de Seda.

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